Frustação momentânea
Estava eu no outro dia a estudar Bioquímica Física quando se me deu a fome. Levantei-me da sala onde costumo estudar, larguei a caneta azul que já me estava a causar um calo no dedo indicador e fui até à cozinha.
Peguei num pacote de bolachas Maria e sentei-me no sofá a ver um filme qualquer que estava a dar. E foi aí que pensei: "Porque carga de água chamamos bolacha Maria à bolacha Maria?".
Nunca vos intrigou? Confesso que várias são as vezes em que começo a pensar em coisas deste género. Talvez porque sou bioquímico, e os bioquímicos andam sempre atrás dos "porquês" da ciência da vida; ou simplesmente porque sou parvo. Ainda não sei bem qual é a melhor hipótese e a mais realista, para ser sincero.
Foi então que, após este meu dilema existencial sobre a bolacha Maria, decidi ir saber mais sobre a bolacha mais conhecida do mundo, diria eu.
Basicamente a bolacha Maria chama-se bolacha Maria porque foi criada por um padeiro inglês (em 1874) para comemorar o casamento da duquesa Maria Alexandrovna da Rússia com o duque de Edimburgo.
Confesso que esta descoberta me deixou bastante irritado. A vocês não? É que o pobre coitado do padeiro é que cria esta bela peça alimentar e a duquesa lá das Rússias é que fica com os louros! Não compreendo... Se o Ferrari surgiu por Enzo Ferrari, porque raio a bolacha Maria não ficou com o nome do padeiro que a criou?
Toda esta frustração só acabou porque, de seguida, andei mais para baixo na página, e descobri que a bolacha Maria pode ser usada para fazer "sandwiches" com manteiga ou leite condensado.
Decidi experimentar e recomendo, é ótimo, só vos digo! Mas senti que fiquei com diabetes só da primeira trinca... Ainda assim, valeu a pena toda esta frustração momentânea.
Depois voltei à sala e continuei a estudar Bioquímica Física. Mas até correu melhor, de barriguinha cheia.
